Esse calor tá matando. Ventilador ligado no máximo dia e noite, nuossa.
Tô passando mal. É tanta coisa que nem vale começar a enumerar. Contei pra minha mãe dos sangramentos, ela tá muito preocupada. Me colocou mais medo do que eu já tava... Falou do histórico de leucemia na minha família, e não é pequeno. Vivos têm 3 membros.
Enfim... não quero ficar pensando nisso.
E queria parar de pensar no passado também. Na verdade não é bem no passado, é no possível futuro que eu teria agora. Tenho pensado muito no P. Sem contar que ele aparece nos meus sonhos com muita freqüência. Sei que não o amo, que não sinto nada por ele além de atração. Aliás, nem sei se pessoalmente sentiria a mesma atração de antes. Sei que amo outra pessoa, tenho uma vida sendo construída, planos, sonhos, vontades... tudo ao lado dela.
Mas penso nele. Bastante.
Em como seria minha vida agora. Se tivéssemos o filho que pseudo-aconteceu. Se ele tivesse conseguido me dar o golpe da barriga em outra época. Como eu estaria? Mais feliz? Mais estabilizada? Mais estruturada?
E ele? O amor louco que sentia continuaria? Ou teria ido embora, assim como foi depois que nos distanciamos?
I don't know.
Só queria parar de pensar em tudo isso. Não me acrescenta nada, e me desequilibra.
Quando somos adolescentes é tudo tão mais fácil... sonhar, fazer acontecer, se motivar. E quando a gente é adulto faz o que? Se lamenta, sente saudade do passado?
Eu não sou mais adolescente, mas também não sou adulta.
Na verdade acho que sou criança. E queria ser pra sempre.
É bom amar alguém. Esse sentimento novo, intenso puro. É bom. Mas às vezes incomoda também. Nunca me vi ou me imaginei nessa situação... sem conseguir me ver caminhando sem outra pessoa ao meu lado. E agora é assim: não tem "eu", só tem "nós".
Independente de tudo.
A vida é uma brasa, mora?
Há 12 anos

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